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Educação de Capivari recebe palestra sobre a depressão e o suicídio no Setembro Amarelo

Gislene Cantiere falou sobre a depressão e outras questões que podem levar ao suicídio para diretoras e coordenadoras da rede municipal de ensino de Capivari
Gislene Cantiere falou sobre a depressão e outras questões que podem levar ao suicídio para diretoras e coordenadoras da rede municipal de ensino de Capivari

Na manhã da última quinta-feira, dia 19, a Prefeitura de Capivari, por meio da Secretaria de Educação, em parceria com a Adusmec (Associação dos Usuários da Saúde Mental de Capivari) realizou uma palestra com a psicanalista, neuropsicopedagoga e educadora Gislene Cantiere em ocasião ao mês de prevenção e combate ao suicídio, o Setembro Amarelo, para tratar do tema e falar também sobre a depressão, principalmente entre as crianças e jovens brasileiros.
Na palestra, que teve início às 9h, no auditório da Educação no prédio do Siam (Serviços Integrados da Administração Municipal), diretoras e coordenadoras da rede municipal de ensino puderam ouvir a profissional que relacionou o tema do suicídio a outras questões importantes como, depressão, uso de drogas ilícitas e lícitas (como o álcool).
“Devemos voltar o olhar com mais atenção sobre a mudança comportamental de crianças, jovens e também adultos. O número de suicídios no Brasil só cresce, são cerca de 32 por dia, dentre eles, a faixa etária dos 15 aos 19 anos é a que mais aumentou. Para cada caso de suicídio, existe cerca de 20 tentativas que não tiveram êxito, ou seja, esse número poderia ser muito maior considerando as pessoas que tentam mas não conseguem tirar a própria vida”, diz Gislene.
De acordo com a psicanalista, os professores devem observar o comportamento de seus alunos, mesmo que em grande número nas salas de aulas, como é o caso de algumas grandes cidades, e identificar mudanças bruscas como a do aluno que é muito quieto e torna-se agitado demais, ou o contrário, em situações que alunos mais extrovertidos tornam-se muito quietos e afastam-se dos demais colegas.
A profissional também falou sobre o uso da tecnologia, da internet, e sobre como os adultos devem ter cuidados quanto à exposição das crianças aos aparelhos celulares, além de delimitar tempo para permanência nas redes e em jogos.
Ao fim da palestra, os educadores puderam fazer perguntas e tirar dúvidas sobre a melhor maneira de auxiliar seus alunos e de orientar para que o mesmo receba ajuda profissional, na prevenção à depressão e ao suicídio.
Para a secretária de Educação, Marília Cardoso, a oportunidade foi muito importante para a capacitação dos docentes. “Precisamos ajudar os pais a observar as crianças, visto que elas passam muito tempo dentro da escola e lá se relacionam com tantas outras. Elas precisam se sentir acolhidas e seguras, num ambiente em que possam desenvolver não somente a parte intelectual, como fortalecer a emocional também”, diz a secretária.