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DENGUE

A Dengue, também considerada uma zoonose, tem como transmissor o mosquito da espécie Aedes aegypti, o mesmo que transmite a Febre Amarela, a Zika e a Chikungunya, também zoonoses.
Esse mosquito pertencente à classe Insecta, tem em média menos de 1 centímetro de tamanho, é escuro e possui riscos brancos por todo o corpo, menos nas asas.
Os casos de dengue costumam aumentar no verão, quando esse mosquito costuma ser mais ativo, em virtude da combinação da temperatura mais quente e das chuvas, causando um grande problema de saúde pública do país.
A dengue, é uma doença infecciosa, causada pela picada somente da fêmea desse inseto Aedes aegypti, pois o macho se alimenta de sucos vegetais.
No Brasil, existem quatro tipos de sorotipos do vírus da dengue, sendo eles: DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4. Cada um deles é capaz de manifestar a doença em graus diferentes de gravidade.
O sorotipo que mais afeta os brasileiros é o DEN1, que causa grandes epidemias em curto-prazo.
É possível ser infectado até quatro vezes, sendo que a cada nova infecção a doença pode se manifestar de forma mais grave (dengue hemorrágica), e sempre terá um sorotipo diferente.
Ao ser infectada a pessoa desenvolve imunidade contra o sorotipo que ela teve contato.
Nas pessoas a dengue se manifesta de quatro maneiras: Infecção inaparente, dengue clássica, dengue hemorrágica e a síndrome do choque da dengue ou febre hemorrágica da dengue.
Os sinais clínicos aparecem após 3 a 15 dias da picada. Todas elas começam com um simples mal-estar (infecção inaparente), onde não há febre e nenhum outro sintoma.
Esse mal-estar pode evoluir para febre alta repentina (39° a 40°), associada a dores pelo corpo e na cabeça, dor no fundo dos olhos, manchas avermelhadas na pele, podendo ter vômitos e diarreias, caracterizando a Dengue Clássica.
Na Dengue hemorrágica, os sintomas são os mesmos da Dengue clássica, porém, por volta do terceiro dia, há a manifestação de sangramentos, principalmente pelo nariz e gengivas.
Já na Síndrome do choque da dengue que é uma manifestação mais grave da Dengue Hemorrágica, a pessoa apresenta baixas temperaturas (hipotermia), palidez (cor da pele mais branca), dificuldade respiratória (aumentado a frequência), pulso rápido e fraco, queda na pressão e aumento dos batimentos cardíacos, podendo levar à morte, se não receber tratamento rápido e especializado.
Como não há tratamento especifico para essa doença, é muito importante já nos primeiros sintomas, procurar um profissional da área da saúde para uma avaliação adequada.
Os casos de óbito são nos casos graves da doença (dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue), quando não ocorre um tratamento inicial adequado.
Para a realização de um controle eficaz da espécie Aedes aegypti, é necessário eliminar os criadouros: manter corretamente fechada as caixas d’água, tonéis e barris, manter garrafas com o gargalo para baixo, manter o lixo em local apropriado, ensacado e em recipientes bem-fechados, não deixar água acumulada em reservatórios de plantas, pratos e pneus, mesmo com água suja e manter ralos fechados após o uso.
O uso de repelentes tem sido eficaz contra o mosquito do Aedes aegypti.
Se conseguir capturar o mosquito que possa ser dessa espécie, leve-o ao médico veterinário, pois ele saberá identificá-lo.


Colaborou com o texto: Dr. Luciano de Camargo Pacheco Filho – médico Pediatra e Padrinho do Jeito de Cuidar Unimed Capivari e o médico veterinário Mateus Campaci Pastana  CRMV-SP: 31.328

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